
Não importa que o tempo
Queira lavar a tua memória.
Eu te abraçarei com ternura
E a cada dia mais forte
Até chegar o momento
Em que te revelarei a história
Da criança feliz que fui
Agarrado à tua mão.
Então me olharás profundo,
Verás em mim teu menino
E tudo recomeçará!
Eu sugarei tua seiva,
A força da tua alma.
Tu sonharás meu futuro,
Brincarás de roda comigo
E me amarás com o vigor
De quem sabe fazer do amor
O seu destino.
À minha doce e querida mãezinha, Dona Leila Lúcia Duarte de Carvalho, que luta contra o Alzheimer com a força afetiva do seu enorme coração.
6 comentários:
Sempre muita ternura.
Abração, Adlei!
Berzé
E você, amigo, sempre muito carinho comigo. Obrigado!
Que homenagem maravilhosa, Adlei! Eu me lembrei de uns versinhos (acho que todos os pais amorosos pensam assim acerca dos filhos) que até hoje não consegui descobrir a autoria mas me acompanham desde muito tempo.
"As sementes do medo não brotarão nos teus olhos inocentes,
Nem a noite marcará com tinta opaca teu pequenino coração.
Eu te prometo alcançarmos nossa bandeira, onde nenhum sapato possa alcançar.
E cantaremos canções livres como as borboletas,
Brincaremos com o vento e o arco-íris,
Sem bicho papão ou boi da cara preta."
Grande abraço e ótima semana.
Saúde!
Amigo Cacá, obrigado pelo comentário. Os versinhos são, deveras, muito lindos. Segundo minha pesquisa, são do músico Jair Benedito Gonçalves do Nascimento, o "Jica", fundador do Grupo Tarancón.
Beijo no seu coração!
Realidade e poesia...
Abraço.
CC, querido, obrigado!
Grande abraço!
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