6 de setembro de 2011

A cidade das casas abertas



Era uma rua torta
Que eu varava ligeiro
Atrás das andorinhas
E toda a gente assistia
Das poltronas e varandas
Porque naquela cidade
As portas e as janelas
Passavam os dias abertas
E só se fechavam à noite
Por causa dos pernilongos.

Nada naquele lugar
Oferecia perigo
A não ser o de criar
No espírito aprendiz
A ingênua fantasia
De um mundo sem paredes
E corações sem tramelas
Repletos de ruas tortas
E bandos de passarinhos.

Poema do livro Pequeno tratado sobre o grande nada & outras insignificâncias.

7 comentários:

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Gosto. ;)

Berzé disse...

Nossas cidades! Também Gosto!
Berzé

Soninha disse...

que gostoso, muito bom...dá saudade do interior, dos tempos que a noite chega com tranquilhidade.. abraços

Cacá - José Cláudio disse...

Há um lugar que conheci há uns 6, 7 anos chamado Joaquim Felício que parece-me ter sido de lá a sua inspiração. rsrs. Deu vontade de não voltar mais , de tanto aconchego, cama e belezas naturais. (no caminho para o vale do Jequitinhonha.)
Abraços. Paz e bem.

Ádlei Duarte de Carvalho disse...

Amigos Cláudio, Berzé e Soninha, obrigado!

Cacá, conheco a cidade de Joaquim Felício que, deveras, bem poderia ser a inspiradora do meu poema. Todavia, a cidade a que me refiro se chama Ferros (também no caminho do Vale do Jequitinhonha), onde eu passava as férias escolares, na casa dos meus avós maternos. Obrigado pelo comentário!

Grande abraço a todos!

Cacá - José Cláudio disse...

Conheço bem a região ali, Adler. Sou de Itabira e na minha infância nadava por aqueles rios ali para os lados de Ferros, São Sebstião e Passabem. Tenho um sobrinho neto nascido e morador de Ferros até hoje. Abração. Paz e bem.

Ádlei Duarte de Carvalho disse...

Então, Cacá, também já nadei nos rios de São Sebastião e Passabem! Gosto muito daquela região! No último dia 03, estive em Itabira para receber o Troféu Carlos Drummond de Andrade.

Abraço!