
Era uma rua torta
Que eu varava ligeiro
Atrás das andorinhas
E toda a gente assistia
Das poltronas e varandas
Porque naquela cidade
As portas e as janelas
Passavam os dias abertas
E só se fechavam à noite
Por causa dos pernilongos.
Nada naquele lugar
Oferecia perigo
A não ser o de criar
No espírito aprendiz
A ingênua fantasia
De um mundo sem paredes
E corações sem tramelas
Repletos de ruas tortas
E bandos de passarinhos.
Poema do livro Pequeno tratado sobre o grande nada & outras insignificâncias.
7 comentários:
Gosto. ;)
Nossas cidades! Também Gosto!
Berzé
que gostoso, muito bom...dá saudade do interior, dos tempos que a noite chega com tranquilhidade.. abraços
Há um lugar que conheci há uns 6, 7 anos chamado Joaquim Felício que parece-me ter sido de lá a sua inspiração. rsrs. Deu vontade de não voltar mais , de tanto aconchego, cama e belezas naturais. (no caminho para o vale do Jequitinhonha.)
Abraços. Paz e bem.
Amigos Cláudio, Berzé e Soninha, obrigado!
Cacá, conheco a cidade de Joaquim Felício que, deveras, bem poderia ser a inspiradora do meu poema. Todavia, a cidade a que me refiro se chama Ferros (também no caminho do Vale do Jequitinhonha), onde eu passava as férias escolares, na casa dos meus avós maternos. Obrigado pelo comentário!
Grande abraço a todos!
Conheço bem a região ali, Adler. Sou de Itabira e na minha infância nadava por aqueles rios ali para os lados de Ferros, São Sebstião e Passabem. Tenho um sobrinho neto nascido e morador de Ferros até hoje. Abração. Paz e bem.
Então, Cacá, também já nadei nos rios de São Sebastião e Passabem! Gosto muito daquela região! No último dia 03, estive em Itabira para receber o Troféu Carlos Drummond de Andrade.
Abraço!
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